As cores da África nas lentes de Viviane Sassen
- 21 de mar. de 2016
- 2 min de leitura
O trabalho da fotógrafa Viviane Sassen transita entre moda e fotografia documental e, como ela própria descreve é surrealista e intuitivo.

“A maioria das imagens não são arte, são fotografias de moda, o que é bom, mas postas em um museu ampliadas e emolduradas se tornam outra coisa. Não foram feitas para isso. Fotografia de arte não tem que servir nenhum propósito, mas fotografia de moda, sim, e isso faz toda a diferença. É um quebra-cabeça a ser resolvido.”

Nascida na Holanda em 1972, algumas de suas primeiras lembranças são da vida no Quênia, onde ela passou três anos da infância. Quando a família voltou para Netherlandv, em 1978, foi conturbado, “Eu não sentia que pertencia à Europa e ainda assim eu sabia que era uma estrangeira na África”. Voltou a morar na Holanda para estudar Design de Moda e Fotografia em Belas Artes na Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, onde também trabalhou como modelo para a grife Viktor e Rolf. Aos dezesseis anos, Sassen voltou ao Quênia e passou a viajar e trabalhar na África desde então.
Em seu trabalho sinestésico as cores e luzes da África são características marcantes. O escuro das peles negras de pessoas de inúmeros países africanos não identificados contrastam com os azuis do céu, do mar, os tons de areia, e os diversos tons de tecidos e vegetação nativa. Muitas vezes se apresenta como um olhar branco sobre questões raciais e convida o observador a viajar pelas memórias por trás das lentes.






Já realizou trabalhos para marcas como Stella McCartney, Adidas e Levi’s, além de editoriais para publicações diversas. O currículo e trabalho completo da fotógrafa podem ser conhecidos em seu site oficial.

























Comentários